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 N O T Í C I A S

MARCO COSTA, EMPRESÁRIO, AFIRMA "Os circuitos da noite precisam de organização"
a União: Faz em Junho um ano que da abertura da Jiggy Club, que balanço fazes do projecto?

Marco Costa: Quando abraçamos o desafio sabíamos das dificuldades que íamos encontrar, mas também tínhamos bem cientes dos objectivos a alcançar. Temos a perfeita noção que é uma casa de grandes dimensões, talhada para receber grandes eventos. A nossa estratégia passou sempre por explorar essa mais valia do espaço. Para já está tudo a correr bastante bem e estamos satisfeitos com os resultados, pese embora a crise que assola todos.
aU: Foi então desde início assumido o desafio de trazer grandes eventos e produções?

M.C.: Sim, foi sempre esse o nosso maior desafio. Não precisamos de recuar muito no tempo para recordar grandes festas. No curto espaço de tempo trouxemos à ilha eventos de dimensão nacional que só nesta casa é possível de realizar. São esses grandes eventos e produções que nos dão imensa realização pessoal de colocar em prática e depois sentir o feedback positivo das pessoas. Mesmo lá fora há sentimento que o público da terceira tem uma magia especial e isso também ajuda a que haja vontade dos intervenientes de maior renome em passar por cá.
aU: Fora os grandes eventos o espaço não vive só disso?

M.C.: Sim claro, não podemos descurar nenhum dos dias que o Jiggy está aberto e temos tentado, de certa forma, inverter o impacto da crise na noite. Tendo em conta orçamentos muito mais limitados usamos da imaginação e empenho da equipa de trabalho para montar noites temáticas igualmente atractivas e mobilizadoras das pessoas. No entanto sentimos que o efeito da crise leva aos clientes a serem selectivos nas suas saídas, exemplo flagrante disso é a grande quebra nas noites de sexta-feira.
aU: Como encaras o panorama actual da noite terceirense?

M.C.: Na minha opinião são apenas meia dúzia de empresários que actualmente têm capacidade e know-how para enfrentar as dificuldades e contingências do cenário de hoje. Se juntar-mos às dificuldades económicas das pessoas que se reflectem, principalmente, na quantidade de saídas à noite e nos seus consumos, a pouca organização dois circuitos nocturnos, então temos que repensar as nossas posturas e investimentos.
aU: Pouca organização em que sentido?

M.C.: Refiro-me essencialmente à pouca fiscalização dos horários de encerramento das diversas casas que funcionam. Para se ter uma noite de maior qualidade e com maior segurança, eu entendo que é fundamental haver regras sejam cumpridas por todos os intervenientes e não apenas por alguns. Os circuitos da noite precisam de organização. A título de exemplo posso dar as boas noites que se viveram na Praia da Vitória quando eu estava na gerência do Celeiro, onde todos os bares da cidade cumpriam horários e faziam a noite começar mais cedo e de forma mais ordeira.
aU: Por falar na Praia da Vitória, como encara o actual projecto para a marginal e marina daquela cidade?

M.C.: Antes demais, tenho de dar os parabéns à autarquia pelo arrojo do projecto que está a mudar o rosto da cidade. Falando de forma mais concreta acho que a Praia vai voltar a liderar os fluxos de pessoas que vão sair à noite, pois acredito que vão manter a rigidez dos horários e das regras a cumprir.

Contudo estamos em recessão económica e o risco de criar um projecto daquela envergadura é sempre bem elevado. Se por um lado aos espaços são versáteis e podem funcionar de dia e de noite, por outro, os investimentos serão elevados, o que leva à questão: haverá público na ilha para manter o funcionamento rentável do empreendimento?
aU: Voltando à Jiggy, sei que tem projectos arrojados em carteira. Quer desvendar algum?

M.C.: Bem, vamos ter um trimestre completamente louco, onde os ritmos de trabalho serão em velocidade máxima. Em Abril, Maio e Junho vamos ter muitos eventos de nível nacional e quase sucessivos, o que vai ser um grande desafio para a nossa equipa. Para já posso falar do Ballantine’s Clubbin Seasons que vai trazer à ilha uma das maiores produções alguma vez realizadas numa discoteca. Posso ser dizer apenas 14 casas de diversão nocturna foram contempladas com esta festa e nelas estamos nós. Isso diz tudo.

26/03/2009 - 17:00

Fonte: A União (http://www.auniao.com)

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